quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Sequência Didática - As Estações do Ano e o movimento orbital da terra

Tema:  Terra e Universo

Público Alvo:  8ºAno

Subtema: As estações do ano e o movimento orbital da terra

Competências e Habilidades

Interpretar e analisar textos e dados coletados através de observações  referente as estações do ano e o movimento orbital da terra.
Desenvolver relatórios referentes aos dados observados do movimento da terra e as estações do ano.
Através dos conhecimentos sistematizados sobre as estações do ano, argumentar sobre sua influência na vida terrestre.


Sondagem

Ao iniciar o tema o professor deve expor para turma as questões abaixo, organizando na lousa as ideias dos alunos.

O que são e quais são as estações do ano?  Em que estação nós estamos?  Quais são os movimentos da terra e qual sua relação com as estações do ano?

Problematização

O professor deve provocar a turma com o seguinte problema:

No final do Ano, precisamente no mês de Dezembro, Pedro vai fazer uma viagem para a Espanha onde vai passar aproximadamente um mês. Neste período sabe-se que aqui no Brasil faz bastante calor, porém, a Mãe de Pedro fez sua bagagem e colocou bastante roupa de frio: casacos, luvas, etc. Sabendo que no Brasil está muito calor, por que Pedro está levando tanto agasalho?
Para esta atividade os alunos devem fazer grupos e elaborar uma dissertação para defender sua ideia socializando com toda turma posteriormente.

O professor, pode  utilizar uma poesia, que fala das estações do ano  e solicitar aos alunos que leem  e interpretem cada estrofe do poema:



Aprendi os cheiros
do alecrim e da hera
e ao azul do céu
chamei Primavera


Encontrei um fruto
na concha da mão
e à sede da água
dei um nome: Verão


Descobri o sol
com olhos de sono,
e à tristeza das folhas
dei o nome de Outono


Aprendi os modos
do bicho mais terno:
um cão de peluche
com frio do Inverno


Juntei as estações
com pés de magia
e à soma das quatro
chamei poesia.

Autor: José Jorge Letria

Contextualização

Neste ponto o professor, deve contextualizar a aula, solicitando que os alunos acompanhem o movimento aparente do sol. Este é um trabalho de campo e os alunos devem fazer anotações para discussão em sala. Os alunos deve acompanhar o sol ao nascer em intervalos aproximadamente de 4 horas até o sol se por e indicar, em um esquema a posição do sol no decorrer do dia.
O professor, também deve solicitar ao Aluno que observe, as características de cada estação, produzindo um relatório de quais fenômenos observou na estação vigente, peça também que relacione com o que foi pesquisado. Exemplo: Se a situação de aprendizagem for trabalhada no verão, peça que observe as características desta estação, calor e bastante chuva. O aluno deve observar que neste período os dias são mais longos, ou seja, o por do sol está ocorrendo mais tarde. Se for, na primavera, o aluno deve observar a floração de diversas plantas, etc. e assim por diante.
O aluno deve fazer um relatório com as observações realizadas relacionando com a pesquisa teóricas (Movimento de Translação da Terra e Inclinação do Eixo da Terra)  realizada através de livros e Internet.
Neste trabalho o aluno deverá produzir fotos, vídeos ou cartazes, que após apresentação e discussão com a turma, será publicado no blog de Ciências.

Busca de Dados

Os alunos devem realizar pesquisas utilizando-se de Livros, sites e observações realizadas em atividade de campo.


Sistematização do conhecimento

O professor deve sistematizar o conhecimento obtido pelo aluno em seus trabalhos realizando uma aula expositiva. Discorrendo sobre a influência da inclinação do eixo da terra e do movimento de translação em torno do sol nas estações do ano. Nesta sistematização, é recomendado que o professor utilize o globo terrestre.

Avaliação

Avaliação nesta situação de aprendizagem ocorre em todas as etapas: na sondagem quando o professor observa participação do aluno, nas pesquisas de campo na qual o aluno realiza suas observações,  na produção de textos e na apresentação do trabalho.

Recuperação

A recuperação será continua sempre observando a dificuldade do aluno ao final de cada atividade proposta. Caso o aluno teve dificuldade em desenvolver as competências e habilidades esperadas, o professor deve auxiliá-lo retomando o conteúdo e adotando  procedimentos que visem facilitar sua compreensão.

Filtros de água construido em sala de aula.





Alunos do 6º ano preparando filtros de água.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Nossa experiência com a leitura e escrita


William

No ensino fundamental  pelo que me lembro eu era muito ruim na escrita e em matemática .Minha melhora ocorreu quando comecei a trabalhar nos finais de semana com um verdureiro, eu tinha que fazer as placas com os nomes anotar os produtos na caderneta e preços das mercadorias, cada vez que escrevia errado era um sermão do dono, nas contas era a mesma coisa tinha que calcular tudo de cabeça e o dono falava que quem usava calculadora era burro, tinha que treinar o cérebro ,estudar a tabuada , no começo sofria muito. Depois disto melhorei muito na escola tinha que escrever direito para não fazer feio com o verdureiro.
 O que me ajudou na parte leitora foi minha curiosidade desde pequeno,sempre li livros técnicos , se estava interessado no tema lia tudo que encontrava ,como funciona para que serve etc.Não lembro de ter lido um livro não técnico na escola mas os livros técnicos quase todos, com 13 anos fiz um curso técnico por correspondência que utilizo até hoje.Sei que preciso criar o hábito de ler outros temas e não é por falta de livros tenho vários o que  falta é tempo.
Hoje incentivo meus alunos a serem mais curiosos ,pesquisarem sobre qualquer tema que gostem. Acho que quanto mais eles praticarem a leitura mais irão aprender a escrever corretamente.


Fabiana Bomk Luchini

Minha iniciação pela leitura começou vendo minha avó que na época era aposentada e minha mãe que liam um livro atrás de outro, mas eu tinha muitas preguiça, detestava ler, não gostava da escola, e sempre que tinha que fazer os resumos, eu até que tentava, mas nunca dava tempo e acabava pedindo para minha avó ler o livro e fazer o resumo e eu copiava.
Aos vinte anos larguei os estudos e comecei a ler para preencher meu tempo, passei a gostar até de história, que nunca gostei, porque nos livros eu vivia junto com os personagens, o autor descrevia as roupas, as comidas, os costumes e as casas; foi quando comecei a ler, e voltei a estudar quando meu filho nasceu depois de ter parado os estudos por uns 6 anos, eu ia até a biblioteca para tentar entender oque o professor falava, e estudei muito sozinha aprendendo com os livros, hoje sou efetiva no estado, mas sei o quando passei para chegar até aqui. Este é um pouquinho da minha realidade. Beijos a todos.



Jessé Gonçalves


Tomei gosto pela leitura ainda muito novo, quando ainda estava aprendendo a ler no primeiro ano do ensino fundamental. Lembro que a professora do 1º ano tomava a lição (era assim que diziam) e tínhamos que ler diversas palavras e frases. Lia tudo corretamente, sem erros. Ler era para mim nesta época uma novidade muito boa, dessa forma, lia de tudo no inicio: anúncio em outdoor, recados, livros de receita, panfletos e tudo quando eram frases, palavras e textos que encontrava pela frente.
Antes ainda de entrar para o 1º Ano, minha irmã, três anos mais velha, lia diversos contos e histórias para nós, eu e meu irmão mais novo. Ficávamos atentos a cada detalhe e, quando o livro era extenso, lia um pouco por dia e, assim, como uma novela ia seguindo as histórias atentamente dia-a-dia.
Lembro que no bairro onde morava na infância, havia um terreno baldio e num belo dia, um caminhão descarregou juntamente com um monte de entulho, uma quantidade enorme de livros usados. Pegamos diversos livros entre os entulhos, um dos livros não sai da memória até hoje no qual o título era “Verde era o coração da montanha”. Minha irmã leu para nós este livro que ficou guardado na lembrança até hoje.
Na adolescência gostava de ler gibis e livros juvenis, principalmente da série vaga-lume (Pedro Bandeira, Marcos Rey e companhia).  Hoje  temos a biblioteca na escola, e dá gosto ver os alunos levando livro para ler em casa. Acredito que este trabalho dos professores da sala de leitura é muito importante. Na minha época no ensino fundamental II, a biblioteca que era restrita apenas a leitura na escola, liberou para que os alunos levassem  livro para casa. Lembro que me diverti muito escolhendo os livros e lendo em casa juntamente com meus irmãos.
Acredito que a leitura e escrita são indissociáveis: “quem lê escreve”. Dessa forma, no ensino médio tomei gosto por escrever, tinha um caderno de poemas e escrevia contos, poesias e músicas. Até hoje adoro ler, o último livro que li foi há duas semanas “Morros dos Ventos Uivantes” e agora estou lendo “Crime e Castigo”. Acredito que o Professor que tem o gosto pela leitura e escrita, influência de forma positiva seus alunos, utilizando-se de diversas estratégias para despertar  a competência leitora e escritora que está dentro de cada um.
Acredito que a leitura e a escrita liberta, constroem sonhos e abre portas. Por este motivo, em minhas aulas sempre vai haver algo para ler e algo para escrever. Quem lê constrói pontes indestrutíveis, diz o que pensa, mesmo quando ninguém quer ouvir. A leitura enche uma mente vazia de ideias e a  mente expressa através da escrita a dor, a alegria, o amor, enfim, todos os sentimentos,  transformando nosso pequeno mundo em um mundo grande, cheio de possibilidades.